domingo, 16 de maio de 2010

Enterocolite necrosante


A enterocolite necrosante é uma doença pela qual a superfície interna do intestino sofre lesões e se inflama; no caso de ser grave, uma porção do mesmo pode morrer (necrosa-se), ocasionando perfuração intestinal e peritonite.
A enterocolite necrosante afecta principalmente os recém-nascidos prematuros. Ainda não se identificaram completamente as causas que a produzem. Entre elas pode figurar uma inadequada irrigação de sangue para o intestino que pode lesar parte do mesmo. As bactérias podem invadir a parede intestinal danificada e produzir gás dentro da mesma. Se a parede intestinal se perfurar, os conteúdos intestinais podem verter-se dentro da cavidade abdominal e produzir uma infecção (peritonite). Esta pode propagar-se ao fluxo sanguíneo (sepse) e inclusive causar a morte.
Os lactentes que padecem de enterocolite necrosante não toleram a alimentação e apresentam um abdómen dilatado. Finalmente, podem vomitar conteúdo intestinal tingido de bílis e pode ocorrer que se observe sangue nos dejectos. A infecção do fluxo sanguíneo pode causar letargia e uma temperatura corporal anormalmente baixa. O sangue pode tornar-se ácido e a criança pode padecer breves períodos de apneia durante os quais cessa a respiração. As radiografias do abdómen podem mostrar o gás produzido pelas bactérias dentro da parede intestinal, o que confirma o diagnóstico de enterocolite necrosante.
Algumas análises sugerem que o leite materno pode proteger as crianças prematuras da enterocolite necrosante. Nos bebés prematuros muito pequenos ou doentes é possível reduzir o risco atrasando a alimentação oral durante vários dias e depois aumentando progressivamente a quantidade de mamadas. No caso de suspeita de uma enterocolite necrosante, suspende-se a lactação de imediato. A pressão do intestino alivia-se eliminando o gás e o líquido por meio de um tubo de sucção colocado no estômago. Administram-se líquidos pela veia e começa-se um tratamento com antibióticos imediatamente.
Se o intestino se perfurar ou a cavidade abdominal se infectar, é necessário proceder à cirurgia, que será também necessária se o estado do bebé piorar progressivamente. No entanto, aproximadamente 70 % das crianças com enterocolite necrosante não requerem cirurgia. Durante a mesma extraem-se as porções do intestino perfuradas ou mortas (necrosadas). As extremidades cortadas do intestino podem ligar-se na superfície da pele onde ficam abertas (ostomia). Às vezes, quando as extremidades do intestino estão sãs, podem voltar a unir-se de imediato. Se não for assim, faz-se passadas várias semanas ou meses, depois da recuperação do tecido intestinal.
O tratamento médico intensivo e a cirurgia apropriada melhoraram o prognóstico para os bebés com enterocolite necrosante. Na actualidade mais de dois terços destas crianças sobrevivem.
Em raras ocasiões, nos bebés tratados sem cirurgia, parte do intestino grosso estreita-se durante as semanas ou meses seguintes, obstruindo-o parcialmente. Para alargar a área cicratizada e estreitada é necessário recorrer à cirurgia.

Fonte: http://www.manualmerck.net/?id=278&cn=1427
Postado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER GÁSTRICO

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

O estômago é o órgão que fica na porção superior do abdômen, logo abaixo do pulmão, localizado entre o esôfago e o intestino. Com o seu formato de bolsa, ele tem a função de expor os alimentos ingeridos a substâncias que os tornam digeríveis, como o ácido clorídrico, para serem aproveitados pelo resto do corpo como fonte de energia e de outros fatores constitutivos, como as fibras e vitaminas. Por ser exposto a uma série de agressores através desta ingesta, a mucosa que recobre o estômago é alvo de vários agentes químicos ou infecciosos. Quando repetida por vários anos, esta agressão pode gerar uma transformação nas células do estômago, que pode inclusive progredir para uma transformação maligna.

O estômago é composto de vários tipos de células, porém o tipo mais comum de câncer gástrico é o adenocarcinoma, que envolve as células glandulares do estômago.

Esse tipo de tumor é muito comum no mundo todo e é responsável por grande parte das mortes relacionadas a neoplasias. Os casos de câncer de estômago estão diminuindo no mundo todo e acredita-se que esse declínio se deve às formas mais modernas de conservação de alimentos, ao aumento da ingestão de frutas e legumes e à diminuição da ingesta de comidas muito salgadas, principalmente as carnes conservadas com sal, como o charque.

O exame que diagnostica as alterações da mucosa é a endoscopia digestiva alta.

Referência:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?118

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER GÁSTRICO

Um número elevado de casos de câncer de estômago é diagnosticado em estágio avançado devido aos sintomas vagos e não específicos. Atualmente são utilizados dois exames na detecção deste tipo de câncer: a endoscopia digestiva alta, o método mais eficiente, e o exame radiológico contrastado do estômago. A endoscopia permite a avaliação visual da lesão, a realização de biópsias e a avaliação citológica da mesma. Através da ultrassonografia endoscópica é possível avaliar o comprometimento do tumor na parede gástrica, a propagação a estruturas adjacentes e os linfonodos.

Endoscopia

A base do tratamento é a cirurgia.


Mesmo em pacientes com doença não precoce, ou seja, nos quais há comprometimento de camadas mais profundas da parede gástrica, de órgãos vizinhos ou metástases à distância, existe benefício em retirar todo ou parte do estômago contendo o tumor, o que poderá permitir melhor qualidade de vida ao paciente, evitando complicações como sangramentos ou obstrução à passagem de alimentos.

Quando o tumor é descoberto numa fase inicial, a cirurgia tem finalidade curativa.

A radioterapia não costuma ser eficiente e a quimioterapia pode produzir melhores resultados de suporte do estado geral.
Referências: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?69
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=329

SINTOMAS DO CÂNCER GÁSTRICO


Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, algumas características como perda de peso, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna ou mesmo o câncer de estômago.

Massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado e presença de linfonodo (íngua) na região supraclavicular esquerda (região inferior do pescoço) e nódulos periumbilicais indicam o estágio avançado da doença.

Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, entretanto, a hematemese (vômito com sangue) ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago.

Referência: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=329

CÂNCER GÁSTRICO


Sinônimos:

Neoplasia maligna do estômago, câncer do estômago, carcinoma gástrico, tumor do estômago.


A maioria ocorre em algum ponto da mucosa do estômago (camada de revestimento interno), mostrando-se como uma lesão (tumor) elevada, irregular, de milímetros a centímetros de diâmetro, freqüentemente ulcerada, podendo lembrar uma verruga com uma pequena cratera em seu ponto mais alto.

A ulceração é fruto da multiplicação celular descontrolada, característica de malignidade.

Esta proliferação celular vai substituindo o tecido normal e pode invadir outras camadas do próprio órgão, como a camada muscular, a do revestimento externo (serosa), alcançando órgãos vizinhos (metástases por contigüidade).

Pode produzir, não raro, metástases à distância, como no fígado e no pulmão, aonde chegam células desprendidas do tumor inicial (primário), transportadas pela circulação sanguínea ou linfática.

O câncer gástrico pode ser classificado de acordo com o tipo de célula que originou o tumor.

A maioria dos casos (90%) é originada na mucosa e tem o nome de adenocarcinoma; os restantes (10%) são linfomas, sarcomas e outras variedades mais raras.


Não sabemos a causa, nem porque algumas pessoas adquirem a doença.

Observamos que a soma de alguns fatores de risco aumenta a chance de ter câncer de estômago.

São aspectos da pessoa, de seus hábitos e de seu ambiente, que, isoladamente, não seriam capazes de causar a doença.

Acredita-se que uma predisposição genética acrescida desses fatores acabe levando ao câncer. Observa-se maior incidência de câncer gástrico em pessoas do tipo sanguíneo A.

O câncer gástrico, na sua forma mais freqüente, o adenocarcinoma, é o produto final de uma série de alterações celulares e genéticas chamadas de mutações, as quais, provavelmente, se iniciam na infância, associadas a fatores ambientais e dietéticos.

Existem substâncias que favorecem a aparecimento do câncer, chamadas de carcinógenos.

Alguns alimentos podem se tornar carcinógenos, pelo modo de serem estocados.

São fatores de risco, pelo modo de guardar alguns alimentos, os produtos que se seguem:

conservas em sal e farináceos ou grãos contaminados com aflatoxina. Essa toxina é um potente carcinógeno produzido por fungos que proliferam em estocagens imperfeitas.
os nitratos e nitritos, presentes em conservantes e adubos, podem funcionar como carcinógenos,
o benzopireno nos alimentos defumados ou assados no carvão.
o consumo de arroz polido com talco, também constitui hábito de risco, quando contém asbesto resultante do método de abrasão em seu polimento.

Melhores condições sócio-econômicas, o uso da geladeira e outras melhorias na conservação e estocagem dos alimentos foram determinantes na diminuição dos casos de tumores malignos do estômago.

Por outro lado, mudanças de hábitos, como o consumo diário de leite, de frutas e de verduras ricas em vitamina C, podem também ter contribuído para essa redução.

Referência: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?69

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Gengivite


Ataca grande parte da população.
É causada pela placa bacteriana ou biofilme dental, uma película incolor e pegajosa que se forma continuamente nos dentes. As bactérias contidas na placa bacteriana poderão infeccionar não apenas a gengiva e a região ao redor dos dentes, mas acabarão por atingir o tecido abaixo da gengiva e o osso que suporta os dentes.

Os sintomas da Gengivite são:
 Tártaro
 respiração pela boca
 restos alimentares
 mau posicionamento dos dentes
 hereditariedade
 má nutrição
 uso de medicamentos que irritam ou queimam a gengiva entre outros...

Tratamento:
Os primeiros estágios da gengivite podem ser revertidos por meio da escovação e do uso de fio dental corretos. Quando não é possível tratar a gengivite pelos métodos convencionais através da raspagem dos dentes para eliminação dos tártaros ou cálculos, a cirurgia é o caminho é o caminho para eliminação da doença.
A principal forma de prevenção é a higienização rigorosa dos dentes e da boca em geral.

Referencias bibliográficas: http://www.colgate.com.br/app/Colgate/BR/OC/Information/OralHealthBasics/CommonConcerns/GumDisease/WhatAreTheStagesOfGumDisease.cvsp
http://www.brasilescola.com/odontologia/gengivite.htm

Equipe:
KADDYJA MARIA
MARIA ALCIENE
SOCORRO ALINE
TALITA RÚBIA

sexta-feira, 7 de maio de 2010

REGULAÇÃO GASTRINTESTINAL E MOTILIDADE

O QUE MAIS CHAMA A ATENÇÃO EM TERMO DE SUA FUNÇÃO:
SÃO A DIGESTÃO DAS SUBSTANCIAS ALIMENTARES E A OBSORÇÃO DAS MOLEÉCULAS E NUTRIENTES PARA A CORRENTE SANGUÍNEA.AS FUNÇÕES DO TRATO GASTROINTESTINAL SÃO REGULADAS PELOS HORMÔNIOS, AGONISTAS PARÁCRINOS E NEURÔNIOS.A ABSORÃO REFERE-SE AOS PROCESSOS PELOS QUAIS AS MELÉCULAS NUTRIENTES SÃO ABSORVIDAS PELAS CÉLULAS QUE REVESTE O TRATO GASTROINTESTINAL E PENETRAM NMA CORRENTE SANGUÍNEA.

SIEBRA MORAIS DANTAS